quarta-feira, maio 10, 2006

CONSCIÊNCIA NA PRÁTICA DE RAPEL

( Instrutor Délcio Serra )
A prática da técnica de Rapel tem se tornado uma febre, algumas pessoas praticam em busca de adrenalina, outras por prazer, e poucos são realmente profissionais na instrução e execução desta técnica. Já ví muita gente brincando com essa técnica, e vou dizer mais uma vez: Rapel não é uma brincadeira! Muitos tentam executar manobras complexas e de alto risco, apenas por um momento de emoção, e isso uma hora não acaba bem. Rapel é uma arte. Exige treinamento constante e adequado, isso é tão importante que a maioria das forças especiais militares e policiais já oferecem a técnica vertical em corda a seus operadores como um curso e não como módulo, como era antigamente. Porque é necessário especialização. Um grande problema são os pseudo-instrutores, são pessoas que nunca fizeram um curso na vida e não sabem nem mesmo fazer um nó, não conhecem as normas e procedimentos de segurança, e acabam levando pessoas para verdadeiras aventuras suicidas. Peço aos praticantes que reflitam sobre isso, acidentes causados por imprudência, falta de conhecimento técnico adequado, habilidade, uso de equipamentos inadequados e em péssimo estado de conservação, estão acontecendo. Vamos mudar isso! As estatísticas apontam que 99,9% dos acidentes são causados por falha humana. Peço cautela á todos, não façam de sua aventura uma tragédia. Sejam conscientes, e não se arrisquem. " Rapel, técnica desenvolvida para salvar vidas!"AO PRATICAR RAPEL, LEMBRE-SE: SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR.
TÉCNICA DE ACESSO POR CORDA NO BRASIL

No Brasil, a técnica de acesso por corda é uma atividade nova e até pouco utilizada. Já possuímos uma certificação pessoal para acesso por corda, ABNT NBR 15475, 15595 - procedimentos para aplicação do método e, das homologações internacionais NFPA, CE e UIAA. Países europeus como, Inglaterra e França, tem tradição em atividades em altura com acessos por corda, onde operações desse tipo são comuns e seguem o padrão operativo determinado pelo IRATA. No Brasil, é comum vermos trabalhadores se arriscando em serviços em altura, utilizando EPI inadequado(Quando utilizam) e sem treinamento para atividades em planos elevados e, a consequência disso é o grande registro de acidentes. O acesso por corda traz econômia e agilidade ao serviço, porém, para que a operação seja segura e com sucesso é necessário emprego de profissionais qualificados e experientes. Não é qualquer pessoa que poderá trabalhar em altura, é preciso habilidade técnica, condicionamento físico e preparo mental. Vacilos em altura causam acidentes muito sérios! Somente profissionais com experiência comprovada em operações reais podem executar trabalhos em altura com segurança e precisão. As empresas interessadas em treinar funcionários ou contratar trabalhadores para atividades em altura, devem se consultar apenas com profissionais da área. Devem solicitar referências e até mesmo registro operacional. Estes são cuidados básicos e fazem a diferença na hora da escolha do operador.